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HAJA SAÚDE

Marco Marques, 03 maio 2022

3 min · 171

HAJA SAÚDE
Maio mês do coração - pacemaker

O mês de maio é o mês dedicado a alertar a população para a problemática das doenças cardiovasculares, sendo que todos os anos é dedicado a um (ou mais de um) fator de risco em particular. Por vezes para ajudar a manter as funções do coração é necessário implantar um pacemaker (marca passo).
Um pacemaker cardíaco é um pequeno aparelho metálico que produz impulsos elétricos inofensivos que fazem com que o coração se contraia. O tamanho é cerca de uma caixa de fósforos e habitualmente não provoca rejeição. O pacemaker é implantado por baixo da pele na zona peitoral sob o efeito de anestesia local e com a ajuda de raio-X. A anestesia é dada para aliviar a dor, embora possa sentir algum desconforto e pressão durante a implantação. São introduzidos elétrocateteres (fios que vão estimular o coração) através de uma veia até ao coração.
Estes fios são depois ligados ao pacemaker que depois irá estimular o coração de acordo com as suas necessidades. Uma vez que apenas é feita anestesia local, o doente permanecerá acordado durante a implantação, podendo ouvir e comunicar com a equipa. É usado um campo esterilizado para isolar a zona da incisão e para impossibilitar que o doente veja a implantação. 
Esta implantação é um procedimento curto durando em média 60 minutos. Após a colocação do pacemaker o doente regressa ao internamento onde permanece algumas horas em observação tendo alta no dia seguinte após avaliação do aparelho. A bateria ou pilha do pacemaker dura entre 6 e 12 anos. Periodicamente é feita a revisão do aparelho para mudar a pilha e verificar se está a funcionar bem.
Os cardiologistas colocam pacemakers quando o coração está muito lento ou quando pára de bater durante alguns segundos ou se existe perigo de que estas situações aconteçam.
A pessoa com pacemaker pode fazer a vida praticamente normal, praticar desporto sem problemas, correr, nadar, bicicleta, etc. Pode conduzir automóveis, ter uma vida sexual normalmente. No entanto há que ter em atenção algumas situações. Quando realizar um exame médico, um tratamento, ou vá ao dentista, avise que tem um pacemaker.
O pacemaker pode alterar-se por influência de alguns aparelhos. Situações às quais não se deve expor: Ressonância magnética nuclear; correntes de onda curta para tratamento de dores; alguns tipos de radioterapia; vitrocerâmicas frias (de indução); equipamentos de soldadura e campos magnéticos industriais. Situações em que se deve ter precauções: Tratamentos com laser, se as aplicações forem perto do pacemaker; litotrícia (tratamento usado para quebrar cálculos renais); operações com bisturi elétrico; outros tipos de correntes para tratamento de dores; algumas técnicas usadas por dentistas.
Os telemóveis são seguros, mas convém utilizá-los e levá-los no lado contrário ao pacemaker. Situações em que não há problemas: – Eletrodomésticos elétricos, incluindo micro-ondas e vitrocerâmica quentes; comandos à distância; telefones fixos e sem fios; equipamentos detetores de armas e explosivos, como os utilizados em aeroportos; mantas elétricas e radiografias (raios X). Se tiver dúvidas do seu correto funcionamento, deverá medir a pulsação, para comprovar que não está inferior à que estava programado no pacemaker. Se notar que a zona onde foi colocado o pacemaker está avermelhada, sente calor ou dor, ou a pele está enrugada ou tem febre. São indícios que podem indicar infeção. Se tiver dúvidas sobre qualquer situação apresentada pelo pacemaker. Se tiver desmaios, se notar falta de ar, pulso lento, inchaço nos pés ou uma dor no peito. Estes sintomas podem indicar um mau funcionamento do pacemaker, deve primeiramente consultar o seu médico de família.

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