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Carlos Lopes eleito presidente da Câmara pelo MFI em Figueiró dos Vinhos

Marco Marques, 30 outubro 2025

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Carlos Lopes eleito presidente da Câmara pelo MFI em Figueiró dos Vinhos
À quarta tentativa foi de vez. Após ter perdido em 2009 pelo PS, e em 2017 e 2021, nestas duas já pelo MFI, Carlos Lopes foi eleito presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos pelo movimento independente, nas eleições autárquicas do passado dia 12 de outubro.
Numas eleições onde três dos candidatos acalentavam legítimas aspirações à vitória, dado o fim do ciclo do presidente em funções [Jorge Abreu, do PS], o grande vencedor acabou por ser Carlos Lopes. O fundador do MFI conquistou 1.406 votos, sensivelmente o dobro dos alcançados em 2021 e cometeu a proeza de ter sido o mais votado em todas as freguesias do concelho.
Já o PSD, alimentava legítimas aspirações de voltar a presidir ao Município, mas a insistência em Luís Filipe Silva não resultou mais uma vez. A candidatura social democrata obteve 1.143 votos [mais 43 votos em relação a 2021] mas manteve os mesmos dois vereadores.
Após 12 anos de ciclo do Partido Socialista, protagonizado por Jorge Abreu, o partido não logrou a manutenção do poder, com a escolha de José Carlos Quintas a não cativar a confiança do eleitorado, obtendo cerca de metade dos votos de há 4 anos e passando mesmo a ser a terceira força política, elegendo apenas um vereador. Os socialistas registaram 734 votos, sendo claro o destino dos votos que perderam...
O Chega de José Fidalgo não foi além dos 149 votos e a CDU apenas obteve 12.
Com esta distribuição de mandatos, o MFI, apesar da vitória, não terá maioria na Câmara. Ora, parece estar no horizonte uma completa inversão de papéis, dado que nos últimos mandatos o PS precisou da colaboração de Carlos Lopes para aprovar as suas decisões, numa espécie de aliado que não criou entraves à governação socialista. Fica agora no ar a questão se haverá novo entendimento entre as duas forças políticas, desta feita com o vereador do PS a retribuir na mesma ‘moeda’.
ASSEMBLEIA MUNICIPAL
TAMBÉM MUDA DE COR
Também nas eleições para a Assembleia Municipal houve mudança e praticamente nos mesmos moldes do verificado para a Câmara, mas por margens mais apertadas. Aqui o PS até manteve o anterior presidente, Carlos Silva, mas nem isso impediu a vitória do MFI.
A lista dos independentes, encabeçada por Fernando Branco, conquistou 1.240 votos [mais 584 do que em 2021] e conseguiu eleger seis deputados municipais.
Já o PSD, que apostou em José Carlos Agostinho, obteve 1.167 votos [mais 69 do que em 2021] e deu assento na bancada aos mesmos cinco deputados.
O ‘vírus’ da mudança atingiu também a lista encabeçada por Carlos Silva [PS], que apenas registou 867 votos, menos 661 do que os alcançados à 4 anos. Este resultado fez com que perdesse 3 deputados, elegendo apenas 4.
Adicionados os 4 presidentes de Junta por inerência de funções, sendo um do MFI, outro do PSD e dois do PS, ficam socialistas e social democratas ambos com 6 e MFI com 7, residindo também alguma curiosidade para ver como será constituída a mesa da Assembleia.

MFI CONQUISTA JUNTA
DE FREGUESIA
A vitória eleitoral do MFI nestas eleições autárquicas não se estendeu da mesma forma às Juntas de Freguesia, no entanto possibilitou que tenha conquistado pela primeira vez uma delas. Foi a menos populosa, Campelo, onde 61 votos bastaram a Nuno Coimbra para ser eleito presidente, contra os 35 de Sandra Silva [PSD] e os 26 de João Silva [PS].
O PS manteve no seu poder as Juntas de Arega e Aguda. Em Arega, Cristina Furtado foi reeleita com 236 votos, ao passo que Miguel Lourenço [PSD] conquistou 169 e Joaquim Antunes [MFI] obteve 95. Em Aguda, finalizado o ciclo de Carlos Simões, o PS manteve o domínio através de Carla Pereira, que fazia parte do anterior executivo. A nova presidente conquistou 291 votos, enquanto José Santos [MFI] registou 137, Augusto Rocha [PSD] obteve 133 e Flávio Tigol [Chega] alcançou 46.
Finalmente, na sede do concelho, o PS perdeu a União de Freguesias de Figueiró dos Vinhos e Bairradas para o PSD. Arlindo Dinis foi eleito presidente com 844 votos, contra 803 de Amândio Ideias [MFI] e 467 de Adelaide Paiva [PS]. Uma vitória no entanto algo ‘agridoce’ para o PSD, que não terá maioria, com 4 mandatos, frente aos 3 do MFI e dois do PS.

Marco Marques

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