Em recente reunião de Câmara, o vereador social-democrata Jorge Cancelinha, questionou o presidente da autarquia sobre o ponto de situação do processo. Embora tenha enaltecido a intenção do grupo empresarial em se instalar no concelho, o vereador referiu que aquele projeto poderá motivar um “sinal de alarme” entre os comerciantes locais.
Em resposta, António Domingues confirmou que deu entrada na Câmara Municipal um pedido de informação prévia para a construção de um novo espaço comercial para a mesma área onde estava prevista a edificação de um loteamento.
O autarca reconheceu tratar-se de uma “temática sensível”, não só pelo impacto que poderá ter para o comércio tradicional, mas também pela necessária avaliação da pertinência daquele investimento para o concelho, tendo em conta a criação de postos de trabalho.
“Embora a Câmara Municipal não se demarque das legítimas preocupações dos comerciantes locais, também não poderá ficar refém destas, atendendo à dimensão do investimento previsto e o contributo que este poderá dar ao desenvolvimento económico do concelho”, afirmou António José Domingues, citado na acta da respetiva reunião do executivo.
O edil socialista informou que o processo está a ser analisado pelos serviços municipais, frisando que “a viabilização deste projeto entroncará de alguma forma com o projeto de regeneração do Mercado Municipal”, cujo custo, do seu ponto de vista, “continua a ser demasiado elevado para poder ser encarado com conforto pelo município, mesmo com recurso a fundos comunitários”.