O primeiro fim de semana de setembro é sinónimo de Feira do Mel no Espinhal e este ano não foi exceção. A pandemia, os incêndios e as vespas asiáticas foram os adversários com que os apicultores tiveram de lidar, num ano que voltou a ser “muito difícil” para a produção deste néctar.
Nesta 32.ª edição foram apenas 9 os apicultores que marcaram presença no Espinhal, mostrando e comercializaram o néctar da Serra da Lousã, bem como os seus derivados cera de abelha, propólis ou favos de mel. Compuseram a feira diversos outros expositores, num total de 31, que comercializaram variados produtos endógenos, com destaque para o queijo e também o artesanato regional.
Na cerimónia oficial de abertura da feira, estiveram presentes o Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Centro, Fernando Martins, e o representante da CCDR-C, Luís Francisco Filipe, que acompanharam o presidente da Câmara Municipal de Penela, Luís Matias, o presidente da Junta de Freguesia local, Luís Dias e diversos autarcas. Após a receção pela Sociedade Filarmónica do Espinhal, decorreu o habitual périplo pelos expositores.
Em termos de animação, os espetáculos musicais tiveram nota alta nas noites do evento, tendo atuado o Grupo Coral “Carlota Taylor”, “Ús Sai de Gatas” e “Tomar-lhe o Gosto”.
O Colóquio Evocativo dos 200 Anos da Morte de Napoleão Bonaparte e a visita performativa “Re-Existir”, ambos com transmissão ao vivo para as redes sociais do Município, complementaram o programa numa vertente mais cultural.
Esta Feira do Mel é uma iniciativa organizada, desde 1989, pela Câmara Municipal de Penela, Junta de Freguesia do Espinhal e Associação de Apicultores Serramel, tendo como objetivo “promover o mel e os restantes produtos endógenos do Concelho de Penela”.